Um ano depois: Atlético-MG e América-MG “repetem” jogo-treino com elencos reformulados

Em 2019, durante parada da Copa América, Coelho derrotou o Galo por 3 a 1; formação titular dos times naquele confronto sofreu seis baixas, cada, em relação aos elencos atuais

Nas últimas três temporadas do futebol brasileiro, contando 2020, houve interrupção nos jogos oficiais, por diferentes motivos. Pelo segundo ano consecutivo, Atlético-MG e América-MG irão aquecer os motores com jogo-treino entre si. Há um ano, o Coelho vencia o Galo por 3 a 1 na Cidade do Galo. Nesta quarta-feira, no mesmo local, às 10h (de Brasília), o clube mineiro tentará a “vingança”.

Em 2018, o futebol paralisou por causa da Copa do Mundo. No ano seguinte, foi a vez da Copa América no Brasil interromper o calendário. Agora, o futebol parou por causa da pandemia do novo coronavírus. Irá voltar, em Minas Gerais, em 26 julho, justamente com um Coelho x Galo na 10ª rodada. 12 meses atrás, alviverdes e alvinegros mediam forças em preparativo, com elencos bastante reformulados, com várias trocas no comando.

Analisando as formações titulares daquele jogo-treino de 2019 com os elencos atuais, tanto América-MG, quanto Atlético-MG viram seis titulares irem embora. Há, para cada lado, cinco remanescentes. Rodrigo Santana era o treinador do Galo, e Maurício Barbieri comandava o Coelho.

  • A escalação do Galo era: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison, Elias, Luan, Cazares e Chará; Alerrandro.
  • A escalação do Coelho era: Jori; Diego Ferreira, Paulão, Lima e João Paulo; Juninho, William Maranhão, Michel Bastos e Felipe Azevedo; Rafael Bilu e Jonatas Belusso.

No lado alvinegro, Patric rescindiu, Elias teve o contrato finalizado, Luan (Japão), Chará (EUA) e Alerrandro (Bragantino) foram negociados. Zé Welison, por sua vez, está fora dos planos. Victor e Fábio Santos viraram reservas, Réver também deve perder o posto para Gabriel. Apenas Igor Rabello mantém o mesmo “status”.

Jorge Sampaoli, treinador do Atlético-MG — Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Jorge Sampaoli, treinador do Atlético-MG — Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

O Atlético, após aquele jogo-treino, foi eliminado para o Cruzeiro (vivendo a pior crise da história) nas quartas de final da Copa do Brasil. Posteriormente, alcançaria a semifinal da Sul-Americana – eliminado em casa para o Colón.

Terminou a Série A em 13º lugar, já com Vágner Mancini no cargo de técnico. O contrato era até dezembro e o Galo trouxe Dudamel, que não durou mais do que 10 jogos. Agora, Jorge Sampaoli começa a montar a equipe, com novas contratações e saídas. Fará, contra o próprio América, o segundo jogo à frente do time.

Lisca Doido, treinador do América-MG — Foto: Mourão Panda

Lisca Doido, treinador do América-MG — Foto: Mourão Panda

No lado do Lanna Drumond, o América-MG viveu um segundo semestre de 2019 de remontada. Maurício Barbieri deu lugar a Felipe Conceição. O “Tigrão” mudou radicalmente a ideia e qualidade de jogo do Coelho. Em campo, a recuperação quase foi premiada com vaga na Série A (terminou a segunda divisão em quinto lugar, um ponto atrás do Atlético-GO, última equipe do G-4).

Agora, é Lisca que tem a missão de liderar o decacampeão em busca da vaga na elite do futebol brasileiro em 2021, com novas caras e, agora, liderando o Campeonato Mineiro de forma invicta na temporada.

GE.